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Notícias07/04/2009
TRABALHO: Recife tem a 2ª maior taxa de desemprego

As demissões no setor de serviços foram responsáveis pelo aumento no desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) em fevereiro deste ano. Entre o primeiro e o segundo mês de 2009, a taxa de desemprego subiu de 18,3% para 19,1%. No mês passado, a RMR tinha um total de 333 mil pessoas sem emprego. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos SocioEconômicos (Dieese). Entre as seis capitais medidas pelo órgão, Recife é a que tem a segunda maior taxa de desemprego, perdendo apenas para Salvador, onde o percentual é um pouco maior: 19,4%. A menor taxa encontrada foi a de Belo Horizonte, 9,4%, enquanto a média brasileira foi de 13,9%. No Recife, entre janeiro e fevereiro deste ano, 28 mil vagas foram fechadas na RMR. Entretanto, na comparação de fevereiro com o mesmo período do ano passado, o resultado é positivo e mostra que 71 mil pessoas conseguiram entrar no mercado de trabalho. Na comparação mensal (janeiro/fevereiro), o setor que mais perdeu vagas foi o de serviços. Foram 26 mil empregos cortados. Isso fez com que o contingente de trabalhadores no segmento fosse reduzido de 769 mil para 743 mil. Outro setor que demitiu no mesmo período foi o comércio, mas o número de vagas fechadas foi bem menor e chegou a apenas 2.000. O número de trabalhadores na indústria ficou estável. Por outro lado, dois setores criaram seis mil vagas cada. Na construção civil, o número de trabalhadores passou de 74 mil para 80 mil. No segmento outros (que inclui empregados domésticos, trabalhadores familiares sem remuneração e donos de negócios familiares), o aumento foi de 161 mil para 167 mil. No resultado anual dos setores, ou seja, comparando os meses de fevereiro de 2008 e 2009, o segmento de serviços também teve destaque com a criação de 29 mil vagas. Essa importância do segmento é explicada porque ele é que emprega o maior número de trabalhadores. Alterações na economia são sentidas em maior grau pelas empresas do setor. A indústria teve um bom resultado com a criação de 18 mil vagas e o comércio com 14 mil. As contratações aumentaram para todos os tipos de emprego: com ou sem carteira assinada, cargos públicos e autônomos. A crise econômica não atrapalhou o ganho de renda do trabalhador da RMR. Em um ano, o salário médio dos ocupados na indústria passou de R$ 725 para R$ 889, um crescimento de 22,6%. No setor de serviços, o acréscimo foi de 8,5%, passando de R$ 656 para R$ 712. Jornal do Commercio - 26.03.2009
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